O presidente da Federação Italiana de Futebol (FICG), Giovanni Malagò anunciou um acordo com Roberto Mancini como o novo treinador da seleção, nesta terça-feira, 28. O mandatário também confirmou que Claudio Ranieri, ex-treinador da Roma, vai ocupar o cargo de diretor de seleções, deixado por Maldini na última segunda.
“Achei que a melhor pessoa para ser treinador seria Roberto Mancini. No entanto, a questão do diretor técnico persistia. Eu precisava de alguém com quem pudesse compartilhar a decisão do treinador, porque se não houvesse consenso, meu raciocínio não teria sentido. Claudio Ranieri aceitou ser o diretor técnico há cinco minutos”, afirmou Malagò.
Após a eliminação contra a Bósnia e Herzegovinia, na repescagem europeia, que deixou a Itália fora de sua terceira Copa do Mundo consecutiva, foi prometida uma renovação na federação e no futebol do país. No entanto, o ciclo da Azzurra começou conturbado, com mudanças em cargos importantes e apostas em nomes do passado para sanar a crise.
Maldini e Leonardo: os nomes da Itália por 16 dias
Leonardo e Maldini durante apresentação na seleção italiana (@FIGC/X)
Paolo Maldini, ex-dirigente do Milan, e o brasileiro Leonardo, ex-cartola do PSG, haviam sido anunciados como as mentes responsáveis por conduzirem uma renovação do futebol italiano. Após conversas frustradas com Ancelotti e Guardiola, o favorito dos dirigentes para assumir a vaga deixada por Gennaro Gattuso era outro ex-jogador da geração 2006, Andrea Pirlo.
No entanto, Malagò barrou o campeão do mundo em 2006 pela ligação de Pirlo com uma casa de apostas russa e defendeu a volta de Roberto Mancini, campeão da Eurocopa 2020 com a Azzurra, ao cargo.
Pirlo chegou a se posicionar em suas redes sociais, com um esclarecimento alegando que a sua parceria com a Fonbet tem natureza puramente comercial e esportiva”. O treinador comanda atualmente o United FC, dos Emirados Árabes Unidos, que pertence a Sergey Lomakin, empresário ligado à casa de apostas.
A decisão levou a renúnica de Maldini e Leonardo, dos cargos de diretor de seleções e consultor técnico, respectivamente. A dupla deixou a FIDC após apenas 16 dias de suas nomeações.
Azzurra recorre a velhos conhecidos
Roberto Mancini, ex-treinador da seleção italiana
Sem Maldini e Leonardo, Malagò centralizou as decisões e trouxe Roberto Mancini de volta a seleção. O italiano de 61 anos já havia comandado a seleçao entre 2018 e 2023, conquistando a Euro 2020 com um futebol encantador.
O técnico renunciou ao cargo em 2023 para assumir a Árabia Saudita, com um salário de R$ 131 milhões por ano, se tornando o treinador mais bem pago do mundo no período. Cerca de um ano depois, deixou a seleção árabe e voltou a trabalhar apenas em 2025, quando comandou o Al-Sadd, do Catar.
Mancini participou da segunda eliminação vexatória da Azzurra em repescagens de Copa do Mundo, em 2022. Sob o comando dele e jogando em casa, a seleção foi eliminada pela Macedônia do Norte, nas semifinais da repescagem europeia, por 1 a 0.
Claudio Ranieri
Além de Mancini, outro nome conhecido do futebol italiano vai trabalhar na seleção: Claudio Ranieri, ex-treinador de 74 anos. Ranieri ficou mundialemente conhecido pela conquista do Campeonato Inglês com o modesto Leicester em 2016. Hoje o clube britânico está na terceira divisão do país.
Napoli, Fiorentina, Atlético de Madrid, Chelsea, Leicester, Juventus e Roma são alguns clubes que o italiano comandou ao longo da sua longeva carreira. O último trabalho de Ranieri foi na Roma, em 2024, quando o técnico já estava aposentado e foi convencido a assumir o clube no meio da temporada, com o objetivo de assumir o cargo de diretor no ano seguinte.
Em 2025, o treinador havia recusado um convite para se tornar técnico da seleção italiana, após a saída de Luciano Spaletti e antes da chegada de Gattuso. Ranieri estava livre no mercado após deixar o cargo de diregente na Roma, depois de ter problemas com Gian Piero Gasperini, atual técnico do clube.







