A chegada de Andoni Iraola ao Liverpool pode representar uma virada de chave para Federico Chiesa. Depois de duas temporadas marcadas por poucas oportunidades e dificuldades para conquistar espaço, o atacante italiano vê no novo treinador a chance de recomeçar sua trajetória em Anfield.
Aos 28 anos, o jogador garante que seu foco está totalmente voltado para convencer o técnico basco, mesmo em meio às constantes especulações sobre um possível retorno ao futebol italiano.
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Embora tenha acumulado 36 partidas em 2025/26, os números escondem uma realidade bem diferente. Apenas cinco dessas aparições aconteceram como titular, e somente uma delas foi pela Premier League.
Nem mesmo os problemas ofensivos enfrentados pelo Liverpool ao longo da campanha, agravados pelas lesões de Alexander Isak e Hugo Ekitike, abriram espaço para que Chiesa assumisse um papel mais relevante. Sua última partida iniciando entre os 11 foi em fevereiro, na vitória sobre o Brighton, pela Copa da Inglaterra.
O cenário, porém, parece diferente desde a chegada de Iraola. O italiano já recebeu sinais de que poderá ser mais utilizado, e acredita que o novo ciclo pode finalmente permitir que mostre o futebol que motivou sua contratação.
Mudança no comando do Liverpool renova esperança por mais espaço
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Chiesa não esconde que a última temporada foi frustrante sob o comando de Arne Slot, mas evita transformar essa insatisfação em críticas ao antigo treinador. Em vez disso, prefere tratar a nova fase como uma oportunidade para reconstruir sua história no Liverpool.
— É sempre um novo começo no início do ano. Talvez já tenham sido muitos recomeços (para mim). Mas não me importo, estou tentando dar o meu melhor por este novo treinador (Iraola) — disse em entrevista durante a pré-temporada dos Reds.
O atacante reconheceu que acreditava estar preparado para assumir um protagonismo maior na temporada passada, mas ressaltou que as escolhas sempre estiveram nas mãos da comissão técnica.
— Na temporada passada, sob o comando de Arne Slot, tentei dar o meu melhor. Senti que estava pronto para um papel maior, mas aí dependia do treinador se ele queria que eu jogasse ou não. Claro que eu queria jogar mais, mas é o que é. O treinador tinha seus planos de jogo, tomava suas decisões, e eu não tenho nada a dizer sobre isso. É futebol. Este ano, digamos que é um novo capítulo. Há um novo treinador e eu preciso me concentrar nisso.
Apesar da mudança de comando, Chiesa revelou que ainda não teve conversas sobre seu futuro a longo prazo. Segundo ele, os diálogos com Iraola se limitaram aos aspectos táticos da equipe, algo que considera natural neste início de trabalho.
— As únicas conversas que tive foram sobre pressão e táticas. Ele me colocou como atacante contra o Sunderland e me quer lá.
Mesmo com o interesse de clubes italianos, especialmente Como e Juventus, o camisa 14 faz questão de afastar qualquer discussão sobre uma saída imediata. Com contrato válido por mais duas temporadas, ele reforça que sua prioridade continua sendo conquistar espaço em Anfield.
— Neste momento, estou feliz aqui no Liverpool. Adoro o clube, adoro os torcedores, adoro tudo. Estou fazendo o meu melhor para ter uma chance aqui. E aí veremos. No momento, a única coisa em que estou pensando é no Liverpool.
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Autocrítica sobre a última temporada e ambição por uma resposta
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Além da situação individual, Chiesa também fez uma avaliação bastante crítica da campanha coletiva do Liverpool. Embora o clube tenha conseguido garantir vaga na Champions League na reta final da temporada passada, o italiano entende que o desfecho não pode ser tratado como um resultado satisfatório para uma equipe da dimensão dos Reds.
— O Liverpool merece mais. Há dois anos, fomos campeões da Premier League. No ano passado, quase ficamos de fora da Champions. Estávamos lutando pelo quinto lugar, o que era suficiente na época, mas como sabemos, geralmente apenas quatro se classificam. Tivemos sorte.
A análise também se estende ao desempenho continental. Eliminado pelo Paris Saint-Germain nas quartas de final da Champions, o Liverpool ficou distante das expectativas em uma competição que historicamente ocupa lugar de destaque entre os objetivos do clube.
Para Chiesa, o desafio da nova temporada passa justamente por elevar o nível competitivo em todas as frentes, algo que considera indispensável para recolocar a equipe entre as principais forças da Europa.
— A temporada passada foi difícil e nesta temporada precisamos melhorar, inclusive na Champions. Fomos eliminados pelo PSG. Queremos ir mais longe nessa competição e também queremos ter um desempenho ainda melhor na Premier League.
As declarações durante a pré-temporada deixam claro que o italiano enxerga a chegada de Iraola como uma oportunidade dupla: recuperar espaço dentro do elenco e participar de uma reconstrução coletiva. Depois de um período em que ficou à margem das principais decisões esportivas da equipe, Chiesa aposta que o novo comando técnico pode representar, enfim, o começo da trajetória que imaginava viver quando desembarcou em Anfield.
Fonte: https://trivela.com.br/inglaterra/chiesa-liverpool-iraola-chance-recomeco-novo-capitulo/







