Neste domingo, 28, o capitão da seleção, Marquinhos, concedeu entrevista coletiva em Houston, onde o Brasil encara o Japão pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. Durantes as respostas, o zagueiro adotou o tom de respeito ao adversário.
“Eu respeito muito os nossos adversários, mas respeito ainda mais o nosso trabalho, a nossa seleção e a nossa história”, ponderou o jogador. “A gente se prepara para um jogo como esse da melhor forma possível. Acho que o futebol vem se equilibrando cada vez mais, vem se nivelando. Nos últimos anos, vimos isso acontecer. Nas últimas edições da Copa do Mundo, muitas seleções tradicionais acabaram sendo eliminadas por equipes que, no passado, talvez não estivessem na primeira prateleira do futebol mundial.”
Equilíbrio no futebol atual
Para Marquinhos, a última Copa do Mundo é um grande exemplo do quanto todas as selelções evoluíram: “Até mesmo uma equipe de menor expressão pode competir de igual para igual com uma grande seleção. Por isso, não convém desrespeitar a seleção japonesa. Eles mostraram que são uma equipe qualificada. Fizeram grandes partidas nesta primeira fase, enfrentando seleções de alto nível. Além disso, nos últimos anos, também demonstraram essa evolução ao disputar jogos contra grandes adversários e realizar um excelente trabalho.”
Confiança no trabalho
Questionado sobre qual seria a porcentagem de chance de vitória para o Brasil e para o Japão, o capitão desconversou e focou no trabalho que a seleção realiza: “Talvez eles tenham chegado a esta Copa do Mundo com mais confiança do que nós. Vivemos alguns anos conturbados, tanto dentro quanto fora de campo. Mas, graças ao nosso trabalho e a tudo pelo que lutamos, conseguimos melhorar e mudar um pouco essa atmosfera, essa energia. Recuperamos também a confiança do grupo, dos nossos torcedores e até da imprensa. Hoje, chegamos a um momento diferente daquele em que iniciamos esta Copa do Mundo, sempre respeitando muito o nosso adversário.”
Para Marquinhos, cabe a imprensa analisar e definir esse tipo de estatística. “Nós estamos aqui há quase um mês, disputando esta Copa do Mundo, sem desvalorizar nenhum adversário. Em nenhum momento deixamos que qualquer tipo de favoritismo nos tirasse os pés do chão. Na última Copa do Mundo, fomos eliminados pela Croácia, mesmo com muita gente dizendo que éramos uma seleção superior. Da mesma forma, no último Mundial de Clubes, o meu time, o PSG, perdeu para o Botafogo, embora muitos afirmassem que o PSG estivesse muito acima do adversário. O futebol é assim: tudo precisa ser mostrado dentro de campo”, definiu.
Ao final, o capitão afirmou que o Brasil tem “condições de ser a melhor equipe” para conquistar a classifcação às oitavas de final.
Brasil x Japão
A seleção brasileira encara a japonesa pelos 16 avos de final da Copa, nesta segunda-feira, 29, às 14h do horário de Brasília, no estádio de Houston. O vencedor da partida encara Costa do Marfim ou Noruega, que jogam na terça-feira, 30, também às 14h.
As seleções brasileira e japonesa se encontraram somente uma vez na história das Copas do Mundo, em 2006, na cidade alemã de Dortmund.
Naquela ocasião, o Brasil goleou os Samurais Azuis por 4 a 1. Gols de Ronaldo (duas vezes), Juninho Pernambucano e Gilberto, enquanto Tamada descontou para os japoneses.











