Antes da bola rolar na Copa do Mundo, todos apontavam a Espanha como ampla favorita ao título. Até mesmo o elenco tem reforçado o discurso de seleção com o melhor futebol. Contudo, sem Lamine Yamal e Nico Williams como titulares na estreia contra Cabo Verde, a equipe de Luis de la Fuente empatou sem gols. Mais do que isso, sofreu demais para quem é considerada o bicho-papão do torneio.
Titulares absolutos nas pontas, os atacantes começaram no banco de reservas devido problemas físicos nas semanas que antecederam a primeira partida de La Fúria. Em 2024, Nico e Lamine fizeram a diferença durante a conquista da Eurocopa, graças à capacidade de verticalizar o jogo com os dribles.
Só que, na ausência da dupla, a seleção espanhola teve muitas dificuldades em transformar o domínio na posse de bola em chances claras de gol. Diante de uma estreante em Mundiais, a atual campeã da Uefa mostrou que, se não tiver Nico Williams e Lamine Yamal à disposição, carece de improviso no último terço.
Por que Espanha teve problemas contra Cabo Verde sem Nico e Lamine?
Tudo começou na escalação de de la Fuente. Para substituir os camisas 17 e 19, a Espanha decidiu optar por dois jogadores com características completamente diferentes: pelo lado direito, Ferran Torres, enquanto Gavi fechou o lado esquerdo. Ambos os jogadores do Barcelona não têm a jogada de 1 x 1 como perfil.
Ferran vinha jogando mais centralizado com Hansi Flick, buscando atacar a profundidade para finalizar. Gavi, por sua vez, é um meia de ligação entre defesa e ataque, com o passe como marca registrada. Portanto, quando a seleção encaminhava a bola pelos lados, a seleção cabo-verdiana conseguia fechar os espaços com linhas bem compactadas.
Cabe ressaltar que La Roja até conseguiu criar chances, principalmente quando seu meio-campo encontrava passes que desmontam qualquer marcação. Entretanto, a atuação monumental do goleiro Vozinha impediu que o controle das principais ações da partida se transformasse em gols.
Uma solução para desmontar defesas tão fechadas passa por jogadas individuais. A seleção espanhola cercou Cabo Verde em seu último terço, mas não mostrou agressividade para fazer movimentos de fora para dentro, o que já foi considerado um problema na Copa de 2022, no Catar.
Não dá pra explicar o que aconteceu aqui! 😨😨😨😨😨😨
Uma sequência simplesmente fenomenal, de tirar o ar! 😰
1️⃣ Travessão
2️⃣ DefesaçaNão era pra ser gol meeeeesmo! 🤯🧤🚫⚽️ pic.twitter.com/6OgOqtvq83
— CazéTV (@CazeTVOficial) June 15, 2026
Uma estatística que corrobora essa questão foi exposta pela “Opta”: Mikel Oyarzabal foi o primeiro jogador desde 1966 a passar os 30 minutos iniciais de uma partida de Copa do Mundo sem encostar na bola. Fundamental no estilo de jogo do treinador, o atacante não pôde fazer corridas nas costas ou combinar tabelas porque ninguém puxou um marcador.
Embora a dependência na parceria Williams-Yamal exista, Luis de la Fuente tinha opções semelhantes à disposição: Álex Baena, Yéremy Pino e Victor Muñoz. É verdade que o trio não tem o mesmo talento técnico que os donos das pontas, mas poderiam manter o estilo de jogo que atrai defensores e abre espaços para o avanço dos companheiros.
Os atacantes até foram acionados no final do 2º tempo, mas, como não entravam em campo há mais de um mês, não tinham o ritmo de jogo ideal para causar o mesmo impacto. Os Tubarões Azuis merecem todos os méritos por fazerem um jogo histórico diante de uma potência do Mundial. Dito isso, a Espanha deu um sinal de alerta para a sequência do torneio.
Fonte: https://trivela.com.br/copa-do-mundo/sem-lamine-yamal-nico-williams-espanha-sofre-cabo-verde/





